Primeiros moradores
Terras ocupadas por fazendas produtivas que atraíram trabalhadores e famílias para a região.
A trajetória de um município marcado pela fé, pelo garimpo e pela hospitalidade
Claraval é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, na microrregião de Passos. Sua população estimada em 2018 era de 4.810 habitantes. A área é de 211,3 km² e a densidade demográfica, de 22,10 hab/km². Seus municípios limítrofes são Ibiraci a nordeste, leste e sudeste e os paulistas Franca a sudoeste, Cristais Paulista a oeste e Pedregulho a noroeste. O atual prefeito, cujo mandato é de 1º de janeiro de 2017 até 31 de dezembro de 2020, é Luiz Gonzaga Cintra (Avante).
As terras de Claraval, já nos fins do século XVIII, eram habitadas por elementos civilizados, existindo diversas fazendas com seus senhores e escravos; a agricultura era na época a atividade principal. Foi aproximadamente em 1864 que o garimpeiro João Tertuliano Pinto Bispo, natural de Diamantina, vindo de Estrela do Sul para o Serro, ao atravessar a região claravalense, encontrou diamantes, dando início assim ao garimpo nas águas do Rio das Canoas. A notícia espalhou-se rapidamente e dentro de pouco tempo grande número de aventureiros, atraídos pela possibilidade de ganhos rápidos no garimpo, ali se estabeleceram.
Formou-se assim um pequeno núcleo às margens do Rio Canoas, que tomou maior impulso quando, em 1877, foi feita uma doação de terras para o futuro patrimônio de Claraval pelo fazendeiro José Garcia Lopes da Silva. A origem do topônimo foi uma homenagem a São Bernardo, Abade de Claraval (Clairvaux, em francês), pelo fato de ter coincidido o ano de sua emancipação administrativa com o 8º centenário da morte daquele Santo.
Ex-Distrito de Garimpo das Canoas, do Município de Ibiraci, Claraval foi elevado à categoria de município pela Lei nº 1039, de 12 de dezembro de 1953, que fixou o quadro territorial para vigorar em 1954-1958 com a denominação de Claraval e composto de 1 distrito, assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. Na cultura, esporte e lazer destacam-se o Clube Hípico Claraval com 65 anos de tradição e o campeonato municipal de futebol de campo com 26 anos.
Eventos que moldaram a identidade do município.
Terras ocupadas por fazendas produtivas que atraíram trabalhadores e famílias para a região.
João Tertuliano Pinto Bispo encontra diamantes no Rio das Canoas e inaugura o ciclo do garimpo.
José Garcia Lopes da Silva doa terras e consolida o patrimônio que daria origem ao município.
A Lei nº 1.039 cria oficialmente Claraval, preservando a homenagem a São Bernardo de Claraval.
Além do Mosteiro, Claraval conta com o lago artificial da represa Hidrelétrica de Estreito, propício a pesca, natação, náutica e iatismo; a Cachoeira do Ribeirão do Ouro ou “Maria Rosa”, cortina de água cristalina com queda superior a 30 metros; e o Campeonato Regional de Hipismo – modalidade trazida há mais de 65 anos pelos monges cistercienses – realizado de maio a outubro envolvendo municípios mineiros e paulistas. Há ainda o Clube Recreativo Recanto do Sol e diversas trilhas para ciclismo.
O Mosteiro Cisterciense tornou-se um dos principais pontos turísticos, oferecendo produtos artesanais como licores, pães, geleias e cartões postais. Com um povo atencioso e hospitaleiro, que aprecia a simplicidade e os prazeres da vida cotidiana, Claraval mantém vivos os costumes do interior mesmo estando próxima a centros como Franca, Passos e Ribeirão Preto.
Berço do garimpo e cenário das primeiras expedições em busca de diamantes.
Referência turística e cultural, reconhecido pelos produtos artesanais dos monges.
Mais de seis décadas de tradição com campeonatos regionais de hipismo e provas equestres.
Queda d’água cristalina de mais de 30 metros, ideal para contemplação e ecoturismo.
Claraval preserva o espírito acolhedor do interior. Famílias mantêm costumes passados entre gerações e valorizam as praças, celebrações religiosas e atividades esportivas, formando uma rede comunitária ativa.
Natureza exuberante emoldura o município: a represa Hidrelétrica de Estreito oferece pesca, náutica e esportes aquáticos, enquanto a cachoeira Maria Rosa encanta com sua queda de mais de 30 metros. Espaços como o Recanto do Sol completam a experiência de quem visita Claraval.